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terça-feira, 21 de agosto de 2012

Flores da Bíblia

      Como já vimos anteriormente, Deus criou as plantas no terceiro dia (Gn 1:11-13) e, ao criar o homem, ele o colocou num jardim para cuidar e conservá-lo (Gn 2:15).
      Agora vejamos as flores citadas ao longo dos  66 santos livros e suas aplicações:


  • Açafrão: (Ct 4:14) Quatro mil estigmas e partes superiores do pistilo da flor são necessários para a fabricação de 28g de açafrão, um corante valioso no período bíblico e até nos tempos modernos.




  • Açucena "Lírios": (Ct 6:2) Planta silvestre da Alta Galiléia. Usada em pinturas religiosas para simbolizar castidade, pureza e beleza eterna.








  • Anêmona "Lírios": (Mt 6:28; Lc 12:27) A anêmona, de flor única, cobre as encostas da Palestina com cores deslumbrantes a cada primavera.






  • Ciclâmen "Lírios": (Mt 6:28; Lc 12:27) Também chamado de coroa de Salomão, é outra possibilidade para "lírio do vale". É muito usado como presente de Natal por causa de suas flores magníficas (róseas e purpúreas) e pela profunda relação com a Bíblia.




  • Estrela de Belém: (2Rs 6:25) Também conhecida como "Esterco de Pomba", essa planta bulbosa e delicada salpica os campos e encostas de flores brancas, que se parecem com dejetos de pombas.





  • Iris / Bandeira Amarela: (Os 14:5) Esse lírio cresce em massa na Palestina e cursos d'água.










  • Jacinto: (Ct 2; Ct 6:2) Nativo do Leste do Mediterrâneo, onde floresce na mata, tem cachos azuis-escuros e perfumados.






  • Lírio Escarlate: (Ct 5:13) Refere-se, provavelmente, ao lírio escarlate, visto que a passagem se refere aos lábios. Cresce espontaneamente nas matas da Palestina.







  • Narciso "Rosa": (Is 35:1) Seu perfume é doce, cresce geralmente na Palestina. Alguns eruditos acreditam que seja a "rosa" de Isaías.







  • Tulipa: (Ct 2:1) A "Rosa de Sarom" é identificada como a tulipa dos montes. As flores, de um vermelho profundo, crescem nas planícies arenosas de Sarom.




Fonte: Sociedade Bíblica do Brasil - A Bíblia da Mulher.



"Todos os homens, por natureza, desejam conhecer" - Aristósteles.

"CONHEÇAMOS E PROSSIGAMOS EM CONHECER AO SENHOR" - Oséias 6:3.

A Bíblia é a fonte para esclarecermos curiosidades sobre cultura, cultivo e origem de coisas que se encontram presentes em nosso dia-a-dia. Em breve mais estudos. Siga nosso blog e nos ajude a divulgar bom hábitos e conhecimentos sadios.


segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Vegetais da Bíblia

       Deus criou as plantas no terceiro dia (Gn 1:11-13) e, ao criar o homem, ele o colocou num jardim para cuidar e conservá-lo (Gn 2:15). 
     Embora possa ocorrer algumas divergências entre os eruditos da Bíblia à respeito da flora e das espécies, serão mencionados abaixo diversos tipos de vegetais citados na Bíblia, a nível de pesquisa e curiosidades.


  • Alho: (Nm 11:5) Esse vegetal de cheiro forte, juntamente com o alho-poró e a cebola, fazia parte da dieta dos escravos que construíram as pirâmides. Seu suco era usado para curar muitas doenças.

  • Alho-poró: (Nm 11:5) O sabor delicado do alho-poró substituía o gosto mais forte da cebola na cozinha. Era considerada uma "planta sagrada" por seu valor medicinal diversificado.

  • Cebola: (Nm 11:5) A "cebola egípcia" era doce e suave. Muito apreciada e prezada pelos egípcios, era mais usada do que qualquer outra planta nas pinturas das sepulturas.

  • Melão / Melancia: (Nm 11:5) Os comentaristas acreditam que a palavra melões se refere tanto ao melão quanto à melancia, visto que ambos cresciam no Egito antes da libertação de Israel. Serviam como alternativa à água e, em grande parte, eram consumidos pelos pobres.

  • Pepino: (Nm 11:5; Is 1:8) Crescem ao longo do Nilo, constituindo alimento principal dos pobres, séculos antes de Cristo. Um "fruto fresco" apreciado no Egito durante o verão.

Espero ter contribuído para aguçar em nossos leitores o desejo por conhecer as curiosidades da Bíblia e o fundamento de onde vêm os alimentos que hoje se encontram em nossas mesas diariamente.

"E a terra produziu erva, erva dando semente conforme a sua espécie, e a árvore frutífera, cuja semente está nela conforme a sua espécie; e viu Deus que era bom". 
(Gênesis 1:12)

"Fazeis brotar a relva para o gado, e plantas úteis ao homem, para que da terra possa extrair o pão".
(Salmos 103,14)

Fonte: Sociedade Bíblica do Brasil - A Bíblia da Mulher.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Contar os dias

"Ensina-nos a contar os nossos dias, de tal maneira que alcancemos coração sábio." sl 90:12 
       Esta palavra pode parecer estranha à primeira leitura, mas contém um ensinamento de ouro. Quando lemos aqui a palavra 'contar os dias', não quer dizer simplesmente saber quantos são, mas como vivemos esses dias. 
    Em outras palavras, considerarmos os nossos dias. Vejamos que anteriormente o salmista escreveu: "Os dias da nossa vida chegam a setenta anos, e se alguns, pela sua robustez, chegam a oitenta anos, o orgulho deles é canseira e enfado, pois cedo se corta e vamos voando." Por que o salmista assim disse? Exatamente porque a humanidade vive presa em um egoísmo enorme e não pensa em suas conseqüências. Um exemplo disso é a quantidade de pessoas que jogam seu dia inteiro nas bebidas, nas drogas e outras coisas mais, quando poderíamos gastar mais tempo ajudando outras pessoas e, da mesma forma, ter uma vida mais saudável consigo mesmo. 
       Vivemos em uma sociedade cada dia mais doente, cada dia mais obesa, cada dia mais depressiva, cada dia mais presa em conseqüência de suas escolhas... Deus nos permite escolher o caminho a seguir, mas permite também que soframos as consequências plantadas. "Não vos enganeis; Deus não se deixa escarnecer; pois tudo o que o homem semear, isso também ceifará." Gal 6:7. Jacó, quando perguntado pelo faraó sobre sua vida, respondeu: "Meus dias foram poucos e maus". Gen 47:9. Lembremos que o mesmo viveu 130 anos... seria correto dizer que foram poucos??
Isso é devido à sua forma de vida. Vejamos então como viveu Jacó:
  • foi um homem que se deixou levar pelo egoísmo e desejo de levar vantagem em tudo (ver Gen 25:30,31);
  • buscava a bênção ao invés do abençoador (Gen 27:19).
       Parece muito com os homens de hoje, não é verdade? Quem nunca tentou levar vantagem sobre os outros? Hoje parece que tolo é aquele que não "aproveita da situação" para seu benefício próprio. Mas e as outras pessoas? Será que é certo ganharmos e fazermos os outros perderem? Certamente não...
     Quantas pessoas buscam bênçãos e milagres, mas nem sequer querem ou se preocupam em conhecer o Deus que faz milagres? "Buscai primeiro o reino de Deus e a sua justiça, e as demais coisas vos serão acrescentadas" MT 6:33
    Tudo isso depende do foco! Se o meu foco está no meu próprio umbigo, não posso ver à frente... Aproveite as oportunidades que Deus te dá para fazer o que é bom! Em Eclesiastes 12:1 diz:"Lembra-te também do teu Criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias, e cheguem os anos em que dirás: Não tenho prazer neles".
Aproveite os seu dias para fazer o que é bom diante de Deus.
     Paulo disse:"Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé". 2Tm 4:7.
     Considere seus dias observando, avaliando e corrigindo-os.
Agora a escolha é sua, na velhice que repetir as palavras de Jacó ou de Paulo?
Pense nisso.

sábado, 23 de julho de 2011

Antes de concluir, observe melhor

Era uma vez uma moça que estava à espera de seu vôo, na sala de embarque de um grande aeroporto.


Como ela deveria esperar por muitas horas, resolveu comprar um livro para matar o tempo. Comprou, também, um pacote de bolachas.

Sentou-se numa poltrona, na sala VIP do aeroporto, para que pudesse descansar e ler em paz. Ao seu lado sentou-se um homem.
Quando ela pegou a primeira bolacha, o homem também pegou uma. Ela se sentiu indignada, mas não disse nada.
Apenas pensou : "Mas que cara de pau ! Se eu estivesse mais disposta, lhe daria um soco no olho para que ele nunca mais esquecesse!!!"
A cada bolacha que ela pegava, o homem também pegava uma. Aquilo a deixava tão indignada que não conseguia nem reagir. Quando restava apenas uma bolacha, ela pensou:
"Ah. O que será que este abusado vai fazer agora?" Então o homem dividiu a última bolacha ao meio, deixando a outra metade para ela. Ah!!! Aquilo era demais !!! Ela estava bufando de raiva ! Então, ela pegou o seu livro e as suas coisas e se dirigiu ao local de embarque.
Quando ela se sentou, confortavelmente, numa poltrona já no interior do avião olhou dentro da bolsa para pegar uma caneta, e, para sua surpresa, o pacote de bolachas estava lá... ainda intacto, fechadinho !!!
Ela sentiu tanta vergonha! Só então ela percebeu que a errada era ela sempre tão distraída! Ela havia se esquecido que suas bolachas estavam guardadas, dentro da sua bolsa....
O homem havia dividido as bolachas dele sem se sentir indignado, nervoso ou revoltado, enquanto ela tinha ficado muito transtornada, pensando estar dividindo as dela com ele.
E já não havia mais tempo para se explicar... nem para pedir desculpas!
Quantas vezes, em nossa vida, nós é que estamos comendo as bolachas dos outros, e não temos a consciência disto?
Antes de concluir, observe melhor!
Talvez as coisas não sejam exatamente como você pensa!
Não pense o que não sabe sobre as pessoas.
Existem quatro coisas na vida que não se recuperam:
- a pedra, depois de atirada;
- a palavra, depois de proferida;
- a ocasião, depois de perdida;
- e o tempo, depois de passado".
Queridos amigos!! Infelizmente muitas vezes situações poderiam ser evitadas se agíssemos com mais serenidade, pensássemos realmente no que vamos fazer. Nem sempre a coisas são como parecem ser para nós. Portanto amigos, sempre tente analisar a situação, pensar antes de agir, para que depois não sofra com o arrependimento de um ato mal pensado e que muitas vezes pode ferir profundamente e ser irreversível.

Um forte abraço!!

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Pensamento para reflexão

"Um cavalo passa arriado um vez só.
Se você não montar, outro monta!"

E agora, vai perder quantas oportunidades?
- Pense nisso.

terça-feira, 1 de março de 2011

O que é adoração?

O que é adoração?


Por Cleonice Russo


A palavra adoração dentro da Bíblia tem um sentido amplo.



No Velho Testamento encontramos cinco palavras para expressar adoração. Cada uma delas tem implícito um significado especial.



Uma delas é "Shachah" que significa culto, devoção, admiração e oração. Podemos encontrar esta palavra nos textos de Ex 20:5, Dt 17:3, I Sm 15:25 e 30. Adoração também é "Shamar" e neste caso significa observar, prestar atenção, guardar as ordenanças, continuar, possuir, perceber, acompanhar, servir, respeitar, considerar. Podemos encontrar esta expressão em Oséias 4:10. Esta expressão está relacionada diretamente à idéia de obediência, atenção às ordens do Senhor. Outra palavra é "Halal" e neste caso o significado é louvor, elogio, celebrar, glorificar, comemorar, honrar com alegria, era uma expressão usada em cultos públicos e uma de suas referencias é Salmo 150.Também temos a palavra "Yadah" que tem um sentido de entrega, de rendição, de festejar e também de confissão. Podemos entender aí o serviço sagrado e encontramos esta expressão em Salmo 6:5, I Cro 16:4, Sl 9:1. Existe também a palavra "Tahilah" e neste caso o significado está relacionado a cantar, expressar adoração com hinos de agradecimento e louvor.



Dt 26:19, Ne 12:46, Sl 40:3 são alguns lugares onde encontramos esta expressão.



Embora tenha sido escrito em sua maior parte por judeus o Novo Testamento foi escrito sob a influência da cultura grega e na língua grega trazendo, portanto uma característica própria desta língua que é o aprofundamento do pensamento e da significação. O grego é uma língua muito rica. Temos pelo menos cinco vocábulos que são traduzidos para o português com a conotação de adoração. O primeiro deles é "Proskuneo" que tem um sentido de tornar-se inferior, humilhar-se, beijar e prostar-se no chão reconhecendo dependência e submissão. Este termo aparece mais de 50 vezes no Novo Testamento e em especial, quando Jesus fala à mulher samaritana sobre adoração Ele utiliza este vocábulo para expressar o tipo de adorador que o Pai procura e o tipo de adoração que Ele espera receber de nós. Podemos observar isto em João 4:23 e também na tentação do deserto quando satanás pediu a Jesus que o adorasse, na verdade ele estava usando também este vocábulo - Mateus 4:10. Por ser o tipo de adoração que o Pai espera e o tipo de adorador que Ele procura e também por ser o tipo de adoração que satanás deseja receber, me arrisco a dizer que este talvez seja um nível mais elevado de adoração. Outra palavra por nós traduzida como adoração é "Sebomai" e seu significado é honrar, cultuar, devotar, orar de forma reverente e devota e com seriedade. Podemos encontrar esta palavra em Atos 18:13 (RA). Também encontramos a palavra "Latreia" onde a conotação principal é servir, cultuar. Este termo é muito utilizado no novo testamento e está associado à idéia de servir como um escravo, aquele que abre mão de suas vontades. Lc.2:37 ( a viúva adorava com seus jejuns e orações no templo). Temos também a "Leitourgia" ou seja o serviço, o ministério, o trabalho público, também associado a idéia de diaconato onde temos o serviço disciplinado à Deus e à sua igreja. Encontramos esta expressão em 2Co 9:12, Fp 2:25, At 13:2.



Podemos então perceber toda uma profundidade de significação dentro da palavra adoração que vai desde a entrega total absoluta à mais ativa manifestação de serviço à igreja como produto deste reconhecimento de dependência e amor ao Pai Criador. A adoração é expressa tanto através de canções como de ações de serviço. Tanto em público numa forma de culto quanto no secreto, dentro do quarto com as portas fechadas. Adoração é realmente um estilo de vida que parte deste reconhecimento que somos totalmente livres para sermos totalmente servos de Deus e do próximo. Deus procura adoradores. Alguém disse que Deus não procura adoração porque Ele não está carente dela pois tem adoração no céu dia e noite. E isto é verdade. Todo o tempo Ele tem adoração no céu. Contudo, Ele nos procura, procura eu e você que fomos criados para Seu louvor. Que fomos feitos para sermos a expressão da Sua Glória. Ele nos ama e se alegra sobre nós. A adoração parte de uma obediência incondicional. Observamos isto quando Abraão entregou seu filho Isaque no altar. Ao subir para sacrificá-lo à Deus ele declara que ia adorar junto com o menino. O interessante é que Abraão declara profeticamente que ele e o menino iriam adorar e que voltariam. Mesmo a renúncia, a entrega total, que parte do reconhecimento de quem Deus é e da dependência total dEle não implica em derrota ou perda e sim na verdade em ganho, em ganhar um peso eterno de glória mui excelente.



A questão não é se adorarmos e sim a quem adoramos. A Bíblia nos relata também um momento em especial quando João, o apóstolo, em Ap 19:10 e 22:8 quando por duas vezes o homem João cai prostrado diante de uma visão para adorar a um anjo e este o repreende e declara: -"adora a Deus". Isto para nós serve de lição e alerta. Podemos cair no erro de adorarmos a pessoa errada. Podemos perder o foco. Podemos nos tornar até mesmo adoradores da adoração, como disse alguém certa vez. Que Deus nos ajude a não perdemos nosso foco. O nosso alvo é o Pai. Nosso objetivo precisa ser nos tornarmos aquilo que o Pai procura. Que Deus faça de nós adoradores para Sua Honra e Glória. Amém.



Paz para teu coração

Cleo e Jorge Russo

terça-feira, 2 de março de 2010

O primeiro amor

Posted by admin on 3rd fevereiro 2010 in Sem categoria
AP 2: 1 a 7
Carta à Igreja de Éfeso

1) “Ao anjo da igreja em Éfeso escreva:“Estas são as palavras daquele que tem as sete estrelas em sua mão direita e anda entre os sete candelabros de ouro.

2) Conheço as suas obras, o seu trabalho árduo e a sua perseverança. Sei que você não pode tolerar homens maus, que pôs à prova os que dizem ser apóstolos mas não são, e descobriu que eles eram impostores.

3) Você tem perseverado e suportado sofrimentos por causa do meu nome, e não tem desfalecido.

4) “Contra você, porém, tenho isto: você abandonou o seu primeiro amor”.

5) Lembre-se de onde caiu! Arrependa-se e pratique as obras que praticava no princípio. Se não se arrepender, virei a você e tirarei o seu candelabro do lugar dele.

6) Mas há uma coisa a seu favor: você odeia as práticas dos nicolaítas, como eu também as odeio.

7) “Aquele que tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas. Ao vencedor darei o direito de comer da árvore da vida, que está no paraíso de Deus.

Existe um estado em nós, os seres humanos, que chamamos de “primeiro amor”. Isso pode acontecer em varias áreas da nossa vida sempre que começamos algo, ou experimentamos algo novo.
O primeiro amor no trabalho, na escola, nas amizades, num namoro. É como se fosse um deslumbramento. Eu lembro que tive um primeiro amor na minha experiência com drogas. Só que depois de um tempo percebi o engano que era aquilo, quando já era tarde. Foram quase dez anos de vicio.

Quando conheci o Senhor Jesus tive uma experiência maravilhosa e um novo conceito de amor. Um amor e uma alegria que nunca havia experimentado antes.

Estava vivendo o primeiro amor com Jesus!

Lembro que só de ouvir falar o nome de Jesus ficava tão alegre e tão animado que começava a cantar hinos de louvor em qualquer lugar que estivesse, na rua, no supermercado, no ônibus. Meu coração explodia de gratidão em todo momento e em qualquer situação.

Todo dia participava de cultos e reuniões onde se louvasse e adorasse o Senhor. Lembro com detalhes de uma placa luminosa em neon vermelho escrito: “JESUS BREVE VOLTARÁ”. Que eu podia ver quando voltava para casa de ônibus, do alto de um viaduto. Era só ver essa placa que meu coração explodia em jubilo e paixão, e então ficava em pé no ônibus e pregava sobre a volta do Senhor, distribuía folhetos e orava com as pessoas que assim o desejassem. Muitas vezes o motorista precisou parar o ônibus por causa das lagrimas.

A volta de Jesus era o desejo do meu coração.

Mas o tempo foi passando e algo foi mudando em meu coração. Eu passava por aquele viaduto e via aquela placa luminosa mas já não havia tanta empolgação, já não havia tanta alegria. Eu lia “JESUS BREVE VOLTARÁ”, mas pensava: — Mas eu ainda não casei! – ou - Eu ainda não tenho a casa própria- e coisas desse tipo. E o EU começou a ocupar mais espaço no meu coração.

Já não havia tanta gratidão, e comecei a me tornar uma pessoa automática, mecânica. Orava sim, lia a Bíblia sim, mas algo havia ficado para trás. Algo se quebrou. Fazia tudo de forma automática, as orações as canções. Parece que o evangelho se tornou apenas uma religião.

Talvez você, leitor tenha passado por isso, ou esta passando por isso. Parece que tudo ficou na mesmice, tudo muito repetitivo, as orações, as canções, os cultos, os evangelismos, os relacionamentos. E começamos a buscar culpados; líderes, ministros, pastores, esposa, marido. Ai é quando deixamos o primeiro amor com diz o verso 4 (acima).

O que era um evangelho vivo se torna uma religião morta.

Um dia estava voltando no mesmo ônibus, e passando pelo mesmo viaduto, mas algo havia mudado: aquela placa luminosa estava desligada. Não deu para ver o JESUS BREVE VOLTARÁ ao qual estava tão acostumado. Assim como nos acostumamos com os cultos e pregações, e os cânticos que cantamos de forma mecânica.

Mas me chamou a atenção o fato daquela placa estar desligada. E fui para minha casa pensando no assunto. Quando cheguei, depois de jantar e tomar um banho, fui ao meu quarto para orar (de forma automática e mecânica), mas perguntei ao Senhor sobre aquela placa. – Porque será que aquela placa estava desligada? –

Imediatamente o Espírito Santo falou ao meu coração. — Essa placa não é tão importante assim, mas vejo que a placa do teu coração se apagou também –

Aquela palavra foi como uma faca entrando em mim, e logo abri a Palavra de Deus no texto acima citado (AP 2 : 1 a 7), só que na hora parecia que estava escrito “carta ao Jorjão”. Depois de ler esse texto fui invadido de uma tristeza profunda e comecei a chorar, lembre-se de onde caiu! Arrependa-se e pratique as obras que praticava no princípio. Se não se arrepender, virei a você e tirarei o seu candelabro do lugar dele, diz o verso 5.

O candelabro simboliza a presença manifesta de Deus. Não a onipresença que podemos ver na natureza, nas crianças, etc. Mas a presença intima do Senhor, e quando ficamos sem essa presença nos tornamos apenas religiosos.

Depois de ler, começou a passar tudo em minha mente, desde a minha conversão, os primeiros toques, as primeiras orações, os primeiros evangelismos. E percebi que com o tempo havia me tornado um religioso sem vida.

O que muitos chamam de maturidade eu chamo de religiosidade.

Naquela hora tive um profundo arrependimento e chorei durante muito tempo. Pedi ao Senhor que acendesse novamente o fogo em mim.

Se o seu coração não esta clamando pela vinda do Senhor, algo esta errado, porque em Apocalipse 22: 17 diz:

O Espírito e a noiva dizem: “Vem!” E todo aquele que ouvir diga: “Vem!” Quem tiver sede, venha; e quem quiser, beba de graça da água da vida.

Acontece que durante nossa caminhada começamos a colocar outros tronos em nossos corações. De repente o dinheiro é entronizado e toma o lugar de Deus em nossas vidas, u talvez um namoro, um relacionamento ocupa o trono dos nossos pensamentos, ou até mesmo nossos ministérios ocupam esse lugar.

Não é errado você ter dinheiro, ou namoro, ou ministério, etc. Mas o que está errado é entronizar essas coisas, porque ai começamos a deixar o primeiro amor para trás. Coisas e pessoas se tornam mais importantes que Deus. E deixamos o Senhor em segundo plano.

Eu te convido a deixar o Espírito Santo te sondar agora e te mostrar se há outros tronos ocupando o lugar Dele em teu coração.

E assim que o Senhor te falar, entrega tudo para Ele e pede para Ele reinar novamente em todas as áreas da tua vida. Vamos voltar ao primeiro amor!

O espírito e a Noiva dizem Vem!! Vem Senhor!

Toma o teu lugar Jesus!

Paz para o teu coração

Pr. Jorjão Russo

ministeriotrio@gmail.com www.ministeriotrio.com.br

sexta-feira, 27 de março de 2009

Os planos de Deus

Os planos de Deus Jz 11:1-8.
  •  Jefté foi chamado de valente e valoroso. Valente: que tem valor, coragem, força; enérgico. Valoroso: que tem valor; corajoso; valente. Gileade: áspero, escabroso (difícil, inconveniente). Jefté significa libertador. 
       Este varão teve a infelicidade de ser filho de uma prostituta e, por isso, foi expulso da casa de seu pai pelos seus irmãos. V3 – Jefté fugiu da presença de seus irmãos, e habitou na terra de Tobe, onde homens levianos se ajuntaram a ele, e o seguiram. A palavra Tobe quer dizer: frutífera, boa.
      Então jefté era corajoso, forte, valente, difícil e também libertador. Ao ser expulso por seus irmãos sua reação foi fugir para uma terra boa e frutífera. Nesta terra de Tobe ele fez um exército de homens pecadores (levianos). Obs: os homens levianos o seguiam. Não era ele quem seguia esses homens, ele foi quem os conduziu.
     Impressionantemente, quando os filhos de Amom pelejaram contra Israel, quem foi chamado para ser chefe sobre Israel? Quem foi o libertador de Israel? Mt 25:23 - Disse-lhe o seu senhor: Muito bem, servo bom e fiel; sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor. Esta palavra se cumpriu na vida de Jefté. Um dia foi expulso de sua casa, outro dia foi chamado a ser chefe sobre Israel. Lembremos agora de José.
    Gn:37:4 - Vendo, pois, seus irmãos que seu pai o amava mais do que a todos eles, odiavam-no, e não lhe podiam falar pacificamente. 28 - Ao passarem os negociantes midianitas, tiraram José, alçando-o da cova, e venderam-no por vinte siclos de prata aos ismaelitas, os quais o levaram para o Egito. Gn 39:5 - E aconteceu que, desde que o pusera sobre a sua casa e sobre tudo o que tinha, o SENHOR abençoou a casa do egípcio por amor de José; e a bênção do SENHOR foi sobre tudo o que tinha, na casa e no campo. Gn 41:40 - Tu estarás sobre a minha casa, e por tua boca se governará todo o meu povo, somente no trono eu serei maior que tu.
      Davi quando fugiu de Saul, foi para a caverna de adulão (ou refúgio), onde liderou um exército de endividados e amargurados de espírito. ISm 22:1,2. Jamais podemos nos desesperar, pois Deus está cuidando de todas as coisas. Ainda que precisemos nos refugiar de grandes perseguições, o plano do Senhor é infalível! José foi rejeitado primeiro para depois ser o grande governador do Egito; Jefté foi primeiro rejeitado para depois ser líder de Israel; Davi foi primeiro perseguido para depois se tornar um grande rei. Quando passar pela tribulação se refugie no esconderijo do Altíssimo (Sl 91), pois só Ele tem poder para virar a mesa.
    · Outra consideração a ser feita é que não importa o tempo em que possa estar esperando a resposta de Deus. Estima-se que Jefté ficou cerca de dezoito anos em Tobe, até que foram buscá-lo. Paulo levou de seis a sete anos em Tarso até que Barnabé fosse ao seu encontro. Quanto tempo você já esperou? Alguma vez já pensou em desistir? Deus tem um plano e um propósito para tudo. “todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus” Rm 8:28. José foi vendido ao Egito para se tornar governador de lá; Jefté foi expulso de casa para depois ser o líder de Israel.
    · Por último, gostaria de destacar que Deus tem uma obra exatamente onde você está. Vejamos que Deus levou Jefté para que se encontrasse com homens que necessitavam de Deus, bem como Davi foi para a caverna de Adulão e lá foi líder de homens necessitados de uma mudança de vida. Seja usado por Deus onde quer que você esteja, pois deve haver um motivo para você estar nesse lugar, então faça a diferença e seja um libertador dos cativos. Ainda que te levem a lugares onde há trevas, seja você a luz daquele lugar, influencie ao invés de ser influenciado pelo ambiente. Mt 25:23 - Disse-lhe o seu senhor: Muito bem, servo bom e fiel; sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Onde estão os "Elias" de Deus?

I Reis 17.1 Nós estamos vivendo tempos muito semelhantes aos tempos de Elias. Voltando os nossos olhos para a Bíblia, podemos perceber que a sociedade de hoje está muito parecida com a sociedade dos tempos do profeta. A corrupção tem aumentado, a religiosidade tem contaminado a muitos, as pessoas têm sido enganadas, os padrões morais têm caído, o relacionamento com Deus tem se deteriorado, a miséria tem aumentado, a educação tem decaído, enfim, o mal tem dominado. Naquela situação, Deus buscou e encontrou um homem que sacudiu os alicerces do seu tempo: a história não foi a mesma depois de Elias! Mas onde estão os homens e as mulheres que irão sacudir a sociedade de hoje? Onde se encontram as pessoas que Deus busca? Onde estão os “Elias” de Deus? Deus está, hoje, convocando os “Elias” para intervirem na história. Quando Deus levanta Elias?Em I Reis 17.1 nós temos uma referência da época em que Deus levanta Elias. A primeira palavra desse texto é “Então”. Esse “então” é muito elucidativo e esclarecedor; ele foi colocado aí para ligar dois momentos históricos que formam uma seqüência, e mais: o segundo momento histórico surgiu para mudar o primeiro momento. A sociedade estava andando em uma direção; então chegou Elias e a sociedade começou a andar em outra direção. Mas como estava a sociedade antes de Elias? Como era a época em que Elias surgiu? Aliás, em que épocas surgem os “Elias” de Deus? Lendo I Reis 16.29-34, nós podemos ver que a sociedade era um reflexo do Rei. Naquele tempo, o rei era a figura máxima dentro da sociedade; as pessoas o olhavam e sempre o viam como o único favorecido de Deus, ou como a personificação do próprio Deus. Dessa maneira, tudo o que o rei fazia a sociedade copiava; tudo o que ele dizia a sociedade realizava. Portanto, se o rei se afastava de Deus, toda a sociedade assim procedia; se o rei caía na idolatria, todos iam atrás. A Bíblia diz que o rei Acabe fez o que era mau perante o Senhor, e assim podemos concluir que toda a sociedade estava fazendo o mesmo porque seus atos eram o reflexo dos atos do rei. Se Deus é a referência de todas as coisas boas, Acabe e toda a sociedade estavam fazendo exatamente o oposto daquilo que é ensinado por Deus. Não existe um rei instituído hoje no Brasil, mas existe uma mídia que, poderosa e sutilmente, tem influenciado as pessoas. Além do mais, existe um pensamento perverso envolvendo toda a sociedade, instigando e influenciando as pessoas a viverem fora dos padrões de Deus. Enquanto Deus diz sim para o casamento, a mídia transmite idéias falsas sobre o relacionamento e é absolutamente permissiva quanto ao sexo antes do casamento. Enquanto Deus diz sim para as roupas decentes, o pensamento perverso dessa era instiga homens e mulheres a se vestirem cheios de sensualidade e provocação. Deus diz sim para a honestidade, mas a sociedade diz sim para a esperteza e astúcia; Deus diz sim para o amor, mas o pensamento desse século diz sim para o interesse. Lendo os versículos 31 a 33, vemos o sincretismo, a combinação de diversas crenças. O povo de Israel tradicionalmente adorava a Iavé, a Deus. Contudo, com o passar dos tempos, o povo de Israel começou a se deixar influenciar pelas religiões dos povos que estavam ao seu redor e, pouco a pouco, foi absorvendo das suas tradições. Isso se tornou mais evidente quando aconteceu o casamento entre Acabe e Jezabel. Para satisfazer a religião da esposa e conseguir apoio político, Acabe levantou um altar a Baal e o adorou. Com isso, as leis e os valores de Deus começaram a se misturar e ser influenciados pelas leis e valores de Baal, até que foi deixando de existir a verdade de Deus. Na sociedade de hoje está acontecendo o mesmo, com uma política diabólica de tolerância na fé. As pessoas têm negociado com a verdade em nome de um pseudo-amor. “Todos os caminhos levam a Deus; afinal, Ele é um só”, dizem. Então, abrem as portas da Igreja para todo o tipo de prática pagã e mundana. No versículo 34, vemos que a sociedade estava desafiando a Palavra de Deus. Quando Israel entrou na Terra Prometida, a primeira cidade que conquistaram além do Jordão foi Jericó. No dia em que essa cidade foi destruída, Josué, inspirado pelo Senhor, proferiu a maldição contra todo aquele que tentasse reconstruir a cidade (Josué 6.26). Mas Hiel, o betelita, não quis dar ouvidos ao que Deus havia falado; antes, ele decidiu reedificar a cidade. O ato de Hiel era um reflexo dos atos da sociedade de um modo geral; sinal disso era a injustiça, o mal e a idolatria dentro da mesma. E a sociedade de hoje faz a mesma coisa. São muitos os que abertamente afirmam: “a Palavra de Deus é uma mentira.” Outros abertamente desprezam a Deus e adoram a Satanás. É impressionante e terrível, ao mesmo tempo, o crescimento e o avanço da bruxaria, do satanismo e outros cultos ao diabo que têm sido divulgados em todo o mundo. Quem é Elias? Lendo o texto de I Reis 17.1 nós vemos alguns traços dos “Elias” de Deus:São homens dependentes de Deus - Elias não era um homem que confiava na própria força, perspicácia ou sabedoria. Antes, como ele mesmo se define, ele era alguém que vivia perante a face de Deus. Da mesma maneira como precisava de ar para respirar, ele precisava de Deus. A preocupação de Elias não era a comida para comer, a roupa para vestir, a casa para morar, dinheiro para ganhar ou gente para conversar; era Deus. Ele poderia ficar sem tudo, e ainda sobreviveria; mas se perdesse a percepção da presença de Deus, ele não suportaria. Ele era aquele homem que conversava com Deus e que O ouvia antes de agir, e não se deixava levar pelas pessoas, modismos, pensamentos ou vaidade. Esse era o seu apoio: o relacionamento com Deus. Por isso, a sociedade podia estar caótica, com as pessoas fazendo o que era mau, sendo influenciadas para cometerem erros e aceitando o sincretismo, mas Elias permanecia firme. Ele se relacionava com Deus e sabia ouvir a Sua voz, e por isso não se deixava enganar. São homens ousados - Elias tinha coragem de se aproximar do rei de todo o Israel e dizer verdades, de confrontá-lo cara a cara. Elias havia ouvido a Deus, e Deus o havia enviado. Quem era o rei de todo o Israel diante do Rei de todo o universo? E não somente isso: porque andava com Deus, conhecia a Deus e sabia o que Deus queria, Elias profetizava o que aos olhos dos homens parecia impossível de acontecer. Ele disse: “Segundo a minha palavra, nem orvalho nem chuva haverá nestes anos” (I Reis 17.1). Mesmo sabendo que a pena para os que profetizassem mentiras era a morte, ele profetizava o controle até sobre as forças da natureza! Elias assim agia porque se apoiava em Deus e não temia nem pessoa nem circunstância alguma. Elias se apoiava em Deus e sabia que a sua vida estava em Suas mãos. Era o próprio Deus quem cuidava das necessidades de Elias; ele não dependia de mais ninguém e, por isso, ele era ousado diante de Deus. www.diantedotrono.com

terça-feira, 3 de junho de 2008

CONHECER E TRATAR COM PESSOAS PRECISA HABILIDADE, NÃO É PARA QUALQUER UM

Texto - Max Gehringer Durante minha vida profissional, eu topei com algumas figuras cujo sucesso surpreende muita gente. Figuras sem um Vistoso currículo acadêmico, sem um grande diferencial técnico, sem muito networking ou marketing pessoal. Figuras como o Raul. Eu conheço o Raull desde os tempos da faculdade. Na época, nós tínhamos um colega de classe, o Pena, que era um gênio. Na hora de fazer um trabalho em grupo, todos nós queríamos cair no grupo do Pena, porque o Pena fazia tudo sozinho. Ele escolhia o tema, pesquisava os livros, redigia muito bem e ainda desenhava a capa do trabalho - com tinta nanquim. Já o Raul, nem dava palpite. Ficava ali num canto, dizendo que seu papel no grupo era um só, apoiar o Pena. Qualquer coisa que o Pena precisasse, o Raul já estava providenciando, antes que o Pena concluísse a frase.Deu no que deu. O Pena se formou em primeiro lugar na nossa turma. E o resto de nós passou meio na carona do Pena - que, além de nos dar uma colher de chá nos trabalhos, ainda permitia que a gente colasse dele nas provas.No dia da formatura, o diretor da escola chamou o Pena de 'paradigma do estudante que enobrece esta instituição de ensino'.E o Raul ali, na terceira fila, só aplaudindo.Dez anos depois, o Pena era a estrela da área de planejamento de uma multinacional. Brilhante como sempre, ele fazia admiráveis projeções estratégicas de cinco e dez anos.E quem era o chefe do Pena? O Raul.E como é que o Raul tinha conseguido chegar àquela posição?Ninguém na empresa sabia explicar direito. O Raul vivia repetindo que tinha subordinados melhores do que ele, e ninguém ali parecia discordar de tal afirmação. Além disso, o Raul continuava a fazer o que fazia na escola, ele apoiava. Alguém tinha um problema?Era só falar com o Raul que o Raul dava um jeito.Meu último contato com o Raul foi há um ano. Ele havia sido transferido para Miami, onde fica a sede da empresa. Quando conversou comigo, o Raul disse que havia ficado surpreso com o convite.Porque, ali na matriz, o mais burrinho já tinha sido astronauta.E eu perguntei ao Raul qual era a função dele.Pergunta inócua, porque eu já sabia a resposta.O Raul apoiava. Direcionava daqui, facilitava dali, essas coisas que, na teoria, ninguém precisaria mandar um brasileiro até Miami para fazer. Foi quando, num evento em São Paulo, eu conheci o Vice-presidente de recursos humanos da empresa do Raul.E ele me contou que o Raul tinha uma habilidade de valor inestimável:... ele entendia de gente. Entendia tanto que não se preocupava em ficar à sombra dos próprios subordinados para fazer com que eles se sentissem melhor, e fossem mais produtivos.E, para me explicar o Raul, o vice-presidente citou Samuel Butler, que eu não sei ao certo quem foi, mas que tem uma frase ótima:'Qualquer tolo pode pintar um quadro, mas só um gênio consegue vendê-lo'.Essa era a habilidade aparentemente simples que o Raul tinha, de facilitar as relações entre as pessoas.Perto do Raul, todo comprador normal se sentia um expert, e todo pintor comum, um gênio.Essa era a principal competência dele. 'Há grandes Homens que fazem com que todos se sintam pequenos. Mas, o verdadeiro Grande Homem é aquele que faz com que todos se sintam Grandes.'

domingo, 1 de junho de 2008

Cicatrizes

Há alguns anos, em um dia quente de verão, um pequeno menino decidiu ir nadar no lago que havia atrás de sua casa. Na pressa de mergulhar na água fresca, foi correndo e deixando para trás os sapatos, as meias e a camisa.Voou para a água, não percebendo que enquanto nadava para o meio do lago,um jacaré estava deixando a margem e entrando na água. Sua mãe, em casa, olhava pela janela enquanto os dois estavam cada vez mais perto um do outro. Com medo absoluto, correu para o lago, gritando para seu filho o mais alto quanto conseguia. Ouvindo sua voz, o pequeno se alarmou, deu um giro e começou a nadar devolta ao encontro de sua mãe. Mas era tarde....Assim que a alcançou, o jacaré também o alcançou. A mãe agarrou seu menino pelos braços enquanto o jacaré agarrou seus pés. Começou um cabo-de-guerra incrível entre os dois. O jacaré era muito mais forte do que a mãe, mas a mãe era por demais apaixonada para deixa-lo ir. Um fazendeiro que passava por perto, ouviu os gritos, pegou uma arma e disparou no jacaré. De forma impressionante, após semanas e semanas no hospital, o pequeno menino sobreviveu. Seus pés extremamente machucados pelo ataque do animal, e, em seus braços, os riscos profundos onde as unhas de sua mãe estiveram cravadas no esforço sobre o filho que ela amava. Um repórter de jornal que entrevistou o menino após o trauma, perguntou-lhe se podia mostrar suas cicatrizes. O menino levantou seus pés. E então, com óbvio orgulho, disse ao repórter:- Mas olhe em meus braços... eu tenho grandes cicatrizes em meus braços também. Eu as tenho porque minha mãe não deixou eu ir. Você e eu podemos nos identificar com esse pequeno menino. Nós também temos muitas cicatrizes. Não, não a de um jacaré, ou qualquer coisa assim tão dramática. Mas as cicatrizes de um passado doloroso, que causam- nos profunda dor. Mas, essas feridas, meu amigo, são porque DEUS se recusou a nos deixar ir. E enquanto você se esforçava, Ele estava lhe segurando. Se hoje o momento é difícil, talvez o que está te causando dor seja Deus cravando-lhe suas unhas para não te deixar ir, lembre-se do jacaré e muito mais... Daquele que mesmo em meio a tantas lutas nunca vai te abandonar e, certamente vai fazer o que for necessário para não te perder, ainda que para isso seja preciso deixar-lhe cicatrizes.