quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Alimentação na infância

É de extrema importância que a alimentação durante a infância seja rica e balanceada, o que nem sempre é uma tarefa fácil...

Uma alimentação saudável garante um desenvolvimento físico e intelectual correto, prevenindo distúrbios nutricionais como a anemia, desnutrição e obesidade, além de osteoporose, hipertensão e diabetes tipo 2 na idade adulta.

A pirâmide alimentar pode ser utilizada como forma dinâmica e fácil de explicar a criança que alimentos são mais importantes. A criança deve ser parte ativa e participativa de todo o processo.

Podemos classificar a nossa alimentação em três grupos principais:

  • Energéticos: são os alimentos que tem como principal função de fornecer energia, essencial para esta fase de crescimento, e importante para que possamos realizar todas as atividades do dia

  • Construtores: são alimentos que tem como principal função fornecer estrutura para nosso corpo. Eles são responsáveis pela formação das unhas, cabelos, músculos, pele, na cicatrização de machucados, além de outros nutrientes importantes como o ferro, importante para nos manter fortes e saudáveis.

  • Reguladores: são os alimentos que fornecem as vitaminas e os minerais que nosso organismo precisa. Nos ajuda a evitar gripes, resfriados e infecções. Além disso, este grupo de alimentos possui também as fibras, necessárias para o bom funcionamento do intestino.
Algumas crianças necessitam ganhar peso. Para isso é necessário:
  • Esclarecer a importância dos alimentos
  • Incentivar a criança a experimentar novos alimentos
  • Tornar os horários das refeições agradáveis
  • Preparar pratos coloridos e variados
  • Manter os horários das refeições regulares

Algumas crianças necessitam perder peso. Para isso é necessário:
  • Realizar as refeições quando possível em família
  • Evitar realizar as refeições na frente da televisão
  • Manter os horários das refeições regulares
  • Evitar períodos longos sem se alimentar
  • Incentivar o consumo de fruta, verduras e legumes.
  • Esclarecer a importância de cada grupo de alimentos 
Nunca fazer dieta restritiva para crianças, sempre procurar ajuda de nutricionista capacitado.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Alimentação na melhor idade

Para se manter saudável nesta fase da vida é fundamental que faça uma alimentação completa, equilibrada e variada, com todos os grupos da roda dos alimentos, ingerindo as doses diárias recomendadas de cada um dos nutrientes.

Grande parte dos idosos tem dificuldades de mastigação e de digestão, por isso, é essencial que faça refeições saudáveis e saborosas, fáceis de mastigar, engolir e digerir, para que se sinta bem diariamente.

Como as necessidades calóricas diminuem com a idade, a sua alimentação deve incluir alimentos de pouco volume e calorias concentradas, que sejam ricos em proteínas, vitaminas e minerais.

Segundo o Ministério da Saúde, é importante seguir os 10 passos para a alimentação saudável:

- Faça pelos menos três refeições e dois lanches por dia. Não pule as refeições.
- Inclua diariamente seis porções de cereais (arroz, milho, trigo, tubérculos – batata, raízes, mandioca, aipim - e massas) nas refeições. Dê preferência aos grãos integrais e aos alimentos na sua forma natural.
- Coma pelo menos três porções de legumes, verduras e três porções ou mais de frutas.
- Coma feijão com arroz todos os dias ou pelo menos cinco vezes por semana.
- Consuma diariamente três porções de leite e derivados e uma porção de carnes (boi, aves, peixes ou ovos). Retirar a gordura aparente das carnes e pele das aves na preparação dos alimentos.
- Consuma no máximo uma porção por dia de óleos vegetais, azeite, manteiga ou margarina.
- Evite refrigerantes e sucos industrializados, bolos, biscoitos doces e recheados, sobremesas doces e guloseimas, coma-os no máximo duas vezes por semana.
- Diminua a quantidade de sal na comida e retire o saleiro da mesa.
- Beba pelo menos dois litros de água por dia (6 a 8 copos). Dê preferência ao consumo de água nos intervalos das refeições.
- Torne sua vida mais saudável. Pratique pelo menos 30 minutos de atividade física todos os dias e evite as bebidas alcoólicas e o fumo.

Aproveite a vida! Viva intensamente curtindo as pessoas que você ama.





http://portal.saude.gov.br/portal/saude/visualizar_texto.cfm?idtxt=33681&janela=1

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Alimentação Saudável



Dicas para uma alimentação saudável, segundo artigo da UNESP:

1. Mantenha um diário alimentar. Coloque na porta da geladeira, se necessário, uma folha onde deve escrever o que come, evitando assim, o abuso de certos alimentos.

2. Coma mais cenouras. Pessoas que são mais compulsivas para comer à noite acabam comendo menos, deixando de repetir o prato, se antes de iniciar a refeição ou quando chegar em casa comer algumas pequenas cenouras.

3. Diga não aos doces. Troque por frutas desidratadas ou bananas, mas evite doces e chocolate.

4. Evite tomar bebidas alcoólicas.

5. Evite os alimentos gordurosos. Não ingira mais que 30 gramas de gordura por dia.

6. Elimine a manteiga, a margarina e a maionese de sua dieta. No lugar da maionese use mostarda e no da manteiga use queijo ou iogurte natural, ambos são pobres em gordura e em calorias.

7. Existem certos beliscos que não engordam e você pode até levar para o cinema, evitando guloseimas que se vendem nestes locais; experimente frutas desidratadas sem açúcar e crocantes e alguns biscoitos fibrosos que se vendem em farmácias de manipulação e em lojas produtos naturais.

8. Não repita uma refeição. Faça quatro ou cinco pequenas refeições por dia no lugar de uma ou duas refeições de maior quantidade; para sobremesa coma frutas ou salada de frutas no lugar dos doces.

9. Não pule o café da manhã, ou mesmo uma refeição principal, assim a vontade de beliscar fora de hora será bem menor.

10. Tome um café da manhã rico em fibras com alguma proteína, como uma mistura de cereais com leite, uma torrada de pão integral com queijo com baixo teor de gordura; isto reduz o apetite por maior tempo evitando alimentos fora de hora.

11. Algumas pessoas sentem uma grande necessidade de comer doces após o jantar. Uma boa opção é tomar uma xícara de chá sem cafeína, como chá de ervas, adoçado com um pouco de mel, no lugar do açúcar.

12. Para não comer muito antes do jantar ao chegar em casa após a faculdade ou trabalho, uma dica é comer ou beber alguma coisa antes de ir para casa, como uma fruta ou uma bebida sem açúcar, como leite desnatado, suco de frutas ou água de côco.

13. Evite os biscoitos doces. Quanto mais você os come mais vontade terá de repetir.

14. Muitas pessoas que não se contêm na alimentação à noite melhoram bastante praticando exercícios físicos neste horário, por melhorar os níveis de endorfinas no cérebro.

15. Uma sugestão para se comer menos à noite é começar a refeição com vegetais, acrescentando molho de tomate de macarronada, alho e ervas, o que lhes dá maior sabor.

16. Assim que terminar de comer escove seus dentes. Esta prática desestimula a comer de novo porque altera o sabor da comida.

17. Se você gosta de tomar leite passe a beber o desnatado; a diferença é de 16 calorias por copo em relação ao leite integral.

18. Faça uma lista de seus maus hábitos alimentares, como procurar alimentos açucarados, salgados ou frituras. Procure eliminar um de cada vez da sua dieta; será mais fácil do que retirá-los todos de uma só vez.

19. Durma bem. Quando você não dorme o tempo necessário seu organismo necessita de mais energia e você acaba comendo mais do que deve. Dormir bem ajuda a emagrecer.

20. Se você sempre tem vontade de comer fora de hora, pode usar um truque: coma uma fruta.

21. Substituir doces por banana funciona bem e ajuda a emagrecer além de ser bem nutritiva.

22. Você já experimentou as bananinhas desidratadas sem açúcar? São ótimas.

23. Troque seu refrigerante por chá, água de côco, suco de fruta ou suco de tomate. Uma lata de refrigerante contém cerca de 150 calorias enquanto um copo de suco de tomate contém apenas 30 calorias.

24. Tome água. Pegue uma garrafa de água de 250 ml e leve para a sala de aula ou em casa. Vá tomando e torne a enchê-la e tomá-la.

25. Tome chá verde pela manhã antes de praticar exercícios. O chá verde hidrata, tem propriedades antioxidantes, protege contra o câncer de pele, aumenta a energia e ajuda a queimar gordura.

26. Para evitar fazer alguns beliscos desnecessários durante o dia uma boa dica é mascar chicletes sem açúcar. Além de desviar a atenção dos beliscos ainda você consegue queimar onze calorias extras por hora ao mascar chiclete.

27. Antes de comer alguma coisa extra, pergunte a você mesmo se está realmente com fome.

28. Para algumas pessoas que têm muita vontade de beliscar à noite comer picles é uma boa opção. Seu sabor forte acaba tirando a vontade de comer mais alguma coisa e tem baixo valor calórico.

29. Coma mais frutas como maçã e laranjas. Fazem bem à saúde e reduzem a vontade de comer doces.

30. Uma bela salada verde misturada com atum, sardinha ou ovo cozido, coberta com iogurte natural, bem temperada com alho e ervas, como orégano, funciona bem antes do jantar. É saudável, nutritivo e diminui aquela necessidade de comer algo que sacie rápido como pão, batata e alimentos gordurosos.

31. Se convidado para sair para jantar com amigos, ou mesmo para comer aquele espetinho de carne e farofa bem calóricos, que tal convidá-los para jantar em sua casa e fazer uma comida saudável, pobre em gordura e evitando exageros com massas e arroz. Assim, você agrada os amigos e mantém controle da situação, o que não acontece quando você come fora de casa.

32. Se tiver de comer fora de casa, procure um restaurante japonês; seu estilo alimentar é interessante, com menor quantidade de alimentos de alto valor nutricional. Outra opção são os restaurantes vegetarianos.

33. Coma devagar, mastigue bem os alimentos e procure sentir bem seu sabor. Assim você comerá de forma correta facilitando sua digestão e em menor quantidade.

34. Sempre pratique exercícios.


http://www.faac.unesp.br/pesquisa/nos/bom_apetite/dicas/dic_ali_sau.htm


sábado, 23 de julho de 2011

Aids e a Nutrição

Uma boa nutrição e cuidados com a alimentação são condições essenciais para um sistema imunológico saudável. No entanto, uma pessoas com HIV / Aids pode ter dificuldades em conseguir assegurar uma boa nutrição por um conjunto de razões. Tanto o próprio vírus HIV como os medicamentos utilizados para o combater podem causar uma multiplicidade de problemas que em última instância afectam a saúde nutricional do doente.

Náuseas crónicas, alteração do paladar, perda de apetite, dificuldades em mastigar ou engolir ou a falta de dinheiro para comprar alimentos, são factores que podem levar a que as necessidades nutricionais não sejam cumpridas. Mesmo quando o doente é capaz de comer e beber, pode haver uma diminuição das quantidades de nutrientes absorvidos devido a diarreias. A diarreia é um dos mais comuns efeitos secundários da medicação para a aids.

Uma infecção de HIV descontrolada pode também aumentar a taxa metabólica, resultando em necessidades de energia muito mais elevadas.

Todos estes problemas de má absorção e do aumento das necessidades de energia, e por consequência, de nutrientes, pode levar a uma rápida perda de peso. Esta perda de peso, sobretudo de proteínas musculares, provoca um elevado cansaço, tornando-se ainda mais difícil comprar alimentos, cozinhar, ou mesmo comer. A perda de peso também reduz a capacidade do sistema imunológico de combater outras infecções e doenças.

Devido à natureza mutável do vírus HIV e regimes de tratamentos, os sintomas e necessidades dietéticas podem variar muito de mês para mês, ou mesmo de semana para semana. Por exemplo, um doente com aids pode sentir-se bem num mês e logo no mês seguinte apresentar sintomas de diarreia e náuseas intensas.

Seguem-se algumas indicações de alimentação para a aliviar os sintomas de aids:

a) Perda de Peso
É muito importante para doentes de aids com desperdício ou perda de peso tentar reconquistá-lo.
É importante nestes casos seguir uma alimentação mais rica nos sectores da energia e da proteína. Os alimentos ricos em proteínas, como carnes, peixe ou frango, alimentos lácteos, frutos secos e leguminosas ajuda a reconstruir os músculos e estimular o sistema imunológico, enfraquecido pelo HIV. A energia de fontes de gorduras saudáveis (gorduras polinsaturadas e monoinsaturadas) promove também o ganho de peso. Contudo, uma dieta rica alimentos energéticos não é recomendada caso o doente tenha diarreia severa causada pela aids.
Poderá também consumir snacks rápidos de elevado valor energético. As sugestões incluem queijo, biscoitos, bolos, frutos secos, azeitonas, leite e iogurte.

b) Perda do Apetite
As náuseas e as mudanças causadas pela medicação da aids podem causar um decréscimo ou mesmo perda do apetite. Neste caso, importa nutrir o corpo com alimentos líquidos ou liquefeitos, como sopas ou batidos. É também preferível tomar refeições pequenas, mas mais frequentes ao longo do dia, em vez de duas ou três grandes refeições, uma vez que o organismo consegue tolerar melhor esta forma de alimentação.
Para evitar os cheiros fortes dos alimentos, que muitas vezes causa náuseas, poderá optar por alimentos frios, como sandes, saladas, sobremesas frias, frutas, etc.

c) Diarreia
A diarreia pode ser causada por infecções ou alguns tipos de medicação. Nestes casos, o melhor tipo de alimentação é uma dieta com poucas fibras, já que as fibras insolúveis podem agravar a diarreia e são encontradas no pão, arroz integral, frutas e legumes com casca e sementes (as frutas e legumes sem casca devem ser encorajadas).
Deve beber muitos líquidos. A diarreia pode causar desidratação grave, pelo que a ingestão de fluidos é essencial.
Alimentos ricos em gorduras, fritos, bolos, salsichas, enchidos, molhos, etc, podem agravar a diarreia. Deve-se ter um especial cuidado para alimentos lácteos, já que a lactose é o açúcar encontrado no leite de vaca ou cabra e pode também agravar a diarreia. Consuma leite de soja ou leite com redução de lactose como alternativa. O iogurte e queijo, geralmente não causam problemas.

Segurança Alimentar

Geralmente, o corpo humano está bem equipado para lidar com a intoxicação alimentar. No entanto, as pessoas com aids e com sistema imunitário enfraquecido têm um risco acrescido de contrair uma doença de origem alimentar. Por isso, e em especial em casos de doentes com aids, é importante seguir directrizes básicas de precaução e segurança alimentar, tais como:
- Lavar as mãos antes de uma refeição
- Descongelar os alimentos congelados no frigorífico ou num forno microondas, e não à temperatura ambiente
- Não deixe alimentos perecíveis, como leite, queijo, ovos ou restos de carne, à temperatura ambiente por um período superior a duas horas.

http://www.alimentacaosaudavel.org/Artigo-alimentacao-hiv-aids.html
http://www.aids.gov.br/pagina/alimentacao

Antes de concluir, observe melhor

Era uma vez uma moça que estava à espera de seu vôo, na sala de embarque de um grande aeroporto.


Como ela deveria esperar por muitas horas, resolveu comprar um livro para matar o tempo. Comprou, também, um pacote de bolachas.

Sentou-se numa poltrona, na sala VIP do aeroporto, para que pudesse descansar e ler em paz. Ao seu lado sentou-se um homem.
Quando ela pegou a primeira bolacha, o homem também pegou uma. Ela se sentiu indignada, mas não disse nada.
Apenas pensou : "Mas que cara de pau ! Se eu estivesse mais disposta, lhe daria um soco no olho para que ele nunca mais esquecesse!!!"
A cada bolacha que ela pegava, o homem também pegava uma. Aquilo a deixava tão indignada que não conseguia nem reagir. Quando restava apenas uma bolacha, ela pensou:
"Ah. O que será que este abusado vai fazer agora?" Então o homem dividiu a última bolacha ao meio, deixando a outra metade para ela. Ah!!! Aquilo era demais !!! Ela estava bufando de raiva ! Então, ela pegou o seu livro e as suas coisas e se dirigiu ao local de embarque.
Quando ela se sentou, confortavelmente, numa poltrona já no interior do avião olhou dentro da bolsa para pegar uma caneta, e, para sua surpresa, o pacote de bolachas estava lá... ainda intacto, fechadinho !!!
Ela sentiu tanta vergonha! Só então ela percebeu que a errada era ela sempre tão distraída! Ela havia se esquecido que suas bolachas estavam guardadas, dentro da sua bolsa....
O homem havia dividido as bolachas dele sem se sentir indignado, nervoso ou revoltado, enquanto ela tinha ficado muito transtornada, pensando estar dividindo as dela com ele.
E já não havia mais tempo para se explicar... nem para pedir desculpas!
Quantas vezes, em nossa vida, nós é que estamos comendo as bolachas dos outros, e não temos a consciência disto?
Antes de concluir, observe melhor!
Talvez as coisas não sejam exatamente como você pensa!
Não pense o que não sabe sobre as pessoas.
Existem quatro coisas na vida que não se recuperam:
- a pedra, depois de atirada;
- a palavra, depois de proferida;
- a ocasião, depois de perdida;
- e o tempo, depois de passado".
Queridos amigos!! Infelizmente muitas vezes situações poderiam ser evitadas se agíssemos com mais serenidade, pensássemos realmente no que vamos fazer. Nem sempre a coisas são como parecem ser para nós. Portanto amigos, sempre tente analisar a situação, pensar antes de agir, para que depois não sofra com o arrependimento de um ato mal pensado e que muitas vezes pode ferir profundamente e ser irreversível.

Um forte abraço!!

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Pensamento para reflexão

"Um cavalo passa arriado um vez só.
Se você não montar, outro monta!"

E agora, vai perder quantas oportunidades?
- Pense nisso.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Reeducação Alimentar

Quanto antes começar, melhor!
Nossa educação alimentar começa ainda no berço, na amamentação, para ser mais exato.
Quando crescemos, temos contato com diversas pessoas, de faixas etárias e costumes diferentes.
Incrível que, nesse período, é comum “aprendermos” a comer somente aquilo que achamos gostoso. Gostar do que é gostoso não é o problema. O fato é que muitos dos produtos industrializados possuem conservantes e aditivos químicos a fim de manter ou mesmo melhorar o sabor. E tais aditivos podem trazer conseqüências quando consumidos em excesso, ou a longo prazo.
E mesmo alguns alimentos de preparo natural também devem ter seu consumo controlado devido a problemas de peso ou doenças.
Desta forma, ao longo da vida acabamos por criar uma “educação alimentar” que nem sempre é aquela mais indicada por nutricionistas. Enquanto os problemas não aparecem, nos “esquecemos” disso. Mas quando o peso, a hipertensão, diabetes ou mesmo problemas de saúde mais graves aparecem, aí “a coisa pega” e todos vêem-se loucos para encontrar uma solução, indo a médicos, nutricionistas, farmacêuticos, pais-de-santo e o que mais houver pela frente!
E se tivéssemos nos reeducado antes do problema aparecer, ou seja, da bomba estourar… Tudo seria mais fácil, não?
Não é bem melhor a idéia de uma alimentação mais moderada sempre do que, de repente, ter que “cortar da dieta” várias coisas que amávamos comer antes, muitas vezes para sempre?

Proposta de Reeducação Alimentar Para Pacientes Com Sobrepeso e Obesidade com Base na Dieta do Mediterrâneo
Muitos estudos publicados sugerem restrição rigorosa de calorias para o tratamento da obesidade. Concomitantemente, descobertas, dúvidas e contradições aparecem. Esse estudo vai observar o grau de eficácia do tratamento de pacientes com sobrepeso e obesidade através de reeducação alimentar que utiliza uma dieta moderadamente hipocalórica baseada na Dieta do Mediterrâneo, baixa ingestão de gorduras saturadas, substituição de alimentos pouco nutritivos por alimentos mais ricos nutricionalmente e menos calóricos e incentivo a um estilo de vida menos sedentário.
A obesidade, dentre as patologias nutricionais, é a que mais tem apresentado aumento de incidência, não apenas em países ricos, mas, também, nos países em desenvolvimento (Guerra et al, 2001). Atualmente, está sendo considerado o maior problema de saúde pública, representando uma grande ameaça para a saúde e qualidade de vida, (Hill et al, 2000) sendo que, grande parte da população obesa tem a infância como uma de suas principais vias (Cintra; et al, 2001). A obesidade é a alteração do estado nutricional acompanhada por um aumento marcante do número de células adiposas. Não se sabe se o estímulo para esse aumento do número de células adiposas é nutricional, endócrino, comportamental, genético ou alguma associação dessas combinações (Coppini & Waitzberg, 2000).
A provável fisiopatologia da obesidade envolve: comer mais (particularmente gorduras); queimar menos calorias; fazer gorduras mais facilmente e oxidar menos gorduras. (Halpern, 2002).
No Brasil, em 1996, a porcentagem da população adulta com diagnóstico de sobrepeso e obesidade era de 41,5% (Guerra et al, 2001). Hoje há, aproximadamente, 250 milhões de obesos e 500 milhões de pessoas com sobrepeso no mundo (Pérusse, 2002). Nos Estados Unidos se dispõe de dados que apontam que toda a população será obesa até o ano de 2230 (Foreyt, 2002).
A partir de 1985 a obesidade foi considerada pelo National Institutes of Health como doença multifatorial, desenvolvida e mantida a partir de diferentes fatores de riscos mórbidos como: hipertensão, diabetes, alterações neuroendócrinas e no perfil lipídico (dislipidemias), câncer, problemas cardiovasculares, alterações posturais, bioquímicas e comportamentais (Guerra et al, 2001). Ela é um importante determinante de DCV (Doenças Cardiovasculares).
Uma considerável evidência aponta que a disfunção renal, caracterizada por aumento de reabsorção tubular de sódio, disputa um papel chave no aumento da pressão em indivíduos obesos. A obesidade tem um forte efeito no metabolismo das lipoproteínas, considerando-se os diferentes grupos étnicos. O aumento de peso é um determinante de níveis altos de triglicérides, elevação do LDL-c e redução do HDL-c. É forte a conexão entre obesidade e desorganização generalizada do metabolismo, na qual, a resistência à insulina é um indicador (Krauss et al, 1998).
A reeducação alimentar se apresenta, atualmente, como a mais apropriada quando o objetivo preconiza o controle da obesidade ou a melhora do estado geral e da saúde e, na prática significa: aprender a encarar a alimentação por um novo ponto de vista, sem medos ou ansiedade, escolhendo os alimentos adequados em quantidade e qualidade. O objetivo não é impor diretamente uma nova forma de se alimentar, mas, sim, investigar os hábitos alimentares dos pacientes e propor mudanças, tentando, sempre e, acima de tudo, adaptar seus hábitos de vida, condição socioeconômica e padrões alimentares.
Outro fator importante nesse processo é trabalhar com a quantidade dos alimentos. Para que sejam obtidos resultados favoráveis nesse aspecto, torna-se importante ter a consciência plena que é um processo a médio prazo para permitir a ocorrência de adaptações psicológica e fisiológica resultando, também, na adaptação do metabolismo orgânico, assim, acostuma-se ou satisfaze-se com quantidades menores de determinados alimentos (Gambarini & Dâmaso, 2001).
O exercício e a dieta vêm sendo utilizados por várias décadas como recursos para a minimização e/ ou controle da obesidade, seja esta indesejada por motivos de saúde ou por modismo. O risco coronariano é duas vezes maior em sedentários do que em indivíduos ativos. (Guerra et al).
A população dos países do Mediterrâneo Europeu tem uma longa expectativa de vida, fato esse documentado pela estatística de mortalidade da OMS (1996), pois, esse modelo de dieta reduz o risco de câncer e ainda tem efeitos cardioprotetores (Lasheras et al, 2000), além de ser uma pirâmide alimentar atrativa pelo famoso paladar e os já mencionados benefícios à saúde (Willet et al, 1995). Sua base consiste em: frutas, vegetais, comidas do mar, legumes e cereais. O azeite de oliva extra virgem é a principal fonte de gordura. O leite e seus derivados são ingeridos com moderação (Trichopoulou & Vasilopoulou, 2000). As aves e carnes vermelhas são consumidas em pequenas quantidades, nenhum ou até quatro ovos são consumidos por semana, assim como o vinho tinto que é consumido normalmente durante as refeições (Willet el al, 1995).

http://www.nutricaoempauta.com.br/lista_artigo.php?cod=213

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Nova pirâmide alimentar


O que muda na nova Pirâmide Alimentar:


Na base da pirâmide está a prática de atividades físicas na forma exercícios, lazer, esportes e uma vida ativa. Nenhuma alimentação é totalmente efetiva na prevenção de doenças quando não está aliada a uma vida ativa.



As gorduras passaram a ter um papel de destaque na dieta, em especial as gorduras saudáveis mono e poliinsaturadas, encontradas em óleos vegetais, peixes, castanhas e nozes.



Os carboidratos continuam em destaque, mas é enfatizada a escolha de carboidratos integrais, em detrimento de suas versões refinadas. (5 a 9 porções diárias)



Frutas e verduras são fontes diversificadas de fibras, sais minerais, vitaminas e outras fitosubstâncias com potencial de prevenção várias doenças. (3 a 5 porções diárias)



A inclusão de castanhas, nozes, amêndoas e amendoins na alimentação é estimulada, pois são excelentes fontes de proteínas, gorduras saudáveis, vitaminas e sais minerais.



As proteínas constituem parte importante de uma dieta, mas mais uma vez, ressalta-se a escolha de fontes de protéinas saudáveis, ou seja, aquelas que estejam associadas a gorduras saudáveis ou menor quantidade de gorduras saturadas. Neste caso, os melhores exemplos são os peixes. (1 a 2 porções diárias de carnes)



O consumo de leite e derivados deve ser moderado, principalmente pela gordura saturada que vem junto com estes alimentos. Porém é a melhor fonte de cálcio, estremamente importante para nossa saúde. (2 a 3 porções diárias)



Ao final, encontram-se os grandes vilões, que devem ser consumidos com cautela ou mesmo evitados:



•Alimentos ricos em gorduras trans: Alimentos industrializados que contenham gordura vegetal hidrogenada, incluindo diversas margarinas, bolachas, bombons, pães, sorvetes. Observar os ingredientes, agora é essencial para fazer escolhas saudáveis.

•Alimentos ricos em gorduras saturadas: Carnes vermelhas são os grandes representantes desta classe, mas aqui também estão incluídos a manteiga, o leite e seus derivados.

•Alimentos ricos em carboidratos refinados: Açúcar, massas e pães feitos com farinha branca, ou seja, refinada e destituída de todas as suas fibras e vitaminas originais.

Por fim, é importante saber que a pirâmide alimentar server como um guia para orientar as escolhas do dia a dia, e que a melhor maneira de buscar uma dieta saudável é incluir alimentos saborosos que realmente façam diferença para a saúde.



Pirâmide alimentar: referências bibliográficas

http://www.bancodesaude.com.br/dieta/piramide-alimentar

A nova pirâmide alimentar e sua representação foram criadas pelo editorial médico do Banco de Saúde, utilizando fontes nacionais e internacionais de confiança, dentre elas:
1.Micronutrient Information Center. Linus Pauling Institute. Revisado em novembro de 2007. Fonte de informações científicas e atualizadas da Universidade de Oregon (EUA).

2.Department of Nutrition at Harvard School of Public Health. The Nutrition Source Website. Revisado em maio de 2008. Centro de nutrição da escola de saúde pública de Harvard, uma das mais conceituadas universidades do mundo.

Alimentação e Diabetes

A alimentação que se recomenda para as pessoas com diabetes deve incluir alimentos variados, em quantidades adequadas para alcançar e manter o peso corpóreo ideal, evitar o aumento de glicemia, do colesterol e de outras gorduras no sangue, além de prevenir complicações, contribuindo para o bem estar e a qualidade de vida.

Para atingir esses objetivos, é necessário consumir diariamente e na medida certa para cada pessoa:

  • Alimentos Energéticos: Fontes de carboidratos complexos (pães, cereais, massas e raízes).
  • Alimentos Reguladores: Fontes de carboidratos, vitaminas, minerais e fibras (verduras, legumes e frutas).
  • Alimentos Construtores: Fontes de proteínas e cálcio (leite e derivados) e proteínas e ferro (carnes magras, ovos, feijões).

Uma boa dica para todas as pessoas é incluir, em cada refeição, alimentos dos três grupos. É importante que se diga que o plano alimentar atualmente recomendado às pessoas com diabetes, de forma geral, é o mesmo que orienta a alimentação de quem não tem diabetes.

Recomenda-se que as pessoas com diabetes evitem açúcares, doces, pães, farinhas e massas em excesso, bem como bebidas com açúcar ou alcoólicas. Entretanto, pessoas cujo diabetes esteja bem controlado, peso adequado, e seguem um tratamento intensivo e contagem de carboidratos, podem até usar pequenas quantidades de açúcares junto com refeições equilibradas.

Para tanto, é indispensável conversar com o nutricionista, que poderá orientar o planejamento alimentar com a contagem dos carboidratos e com o médico que irá prescrever o tipo e dosagem de insulina adequada, quando necessária.


Dúvidas mais comuns sobre alimentação e diabetes:


É verdade que o mel também faz subir a glicemia?


Sim! O mel também contém sacarose, além de outros tipos de açúcar (frutose e glicose), sendo desaconselhado o seu uso generalizado como substituto do açúcar comum. Em excesso o mel, assim como o açúcar cristal, mascavo ou demerara, também engorda e faz subir o açúcar no sangue.


O pão de glúten, centeio ou integral, as bolachas salgadas e as torradas podem ser usadas à vontade?

Não! Como qualquer outro tipo de pão, eles contêm amido que se transformará em açúcar no sangue, não podendo ser usados à vontade. Podem ser consumidos de maneira moderada, assim como o pão comum. Ressalte-se que o pão torrado e os biscoitos de água e sal têm seu amido transformado em açúcar mais rápido que o pão fresco, ou seja, fazem subir a glicemia mais rápido que os pães não torrados. Pães ricos em fibras, como os de aveia, trigo integral e centeio são os mais indicados, mas não podem ser consumidos em excesso.

A pessoa que tem diabetes pode comer macarrão (massas em geral) ou pão fresco?

Sim! Estes alimentos têm composição semelhante ao arroz e podem ser consumidos, desde que em quantidades não excessivas e em refeições mistas, complementadas com alimentos ricos em proteínas (como as carnes magras, peixes e aves; as leguminosas, como soja, feijão, lentilha, grão de bico, ou ovos) e ricos em fibras (como as hortaliças cruas e cozidas). Sempre que possível, deve-se dar preferência às massas e pães integrais, assim como arroz integral (os cereais integrais e seus derivados contêm fibras, que dentre outros efeitos benéficos retardam a passagem de glicose derivada da digestão do amido para o sangue. Massas, pães integrais e arroz integral podem ser substituídos por outros cereais integrais, como aveia ou milho ou ainda por raízes como cará, mandioca, batata ou inhame).

Os produtos dietéticos (alimentos “diet” ou “light”) podem ser usados à vontade?

Não! Alguns produtos dietéticos não contêm açúcar, outros contêm. Alguns, como os chocolates dietéticos, mesmo não contendo açúcar são desaconselhados para quem precisa emagrecer, pelo alto valor calórico. É importante sempre ler os rótulos dos produtos com muita atenção para saber se eles contêm ou não açúcar, qual a quantidade de carboidratos que contêm e qual seu valor calórico. (Um chocolate normal tem entre 440 e 550 calorias em 100 gramas; um chocolate “diet” de 100 gramas tem cerca de 530 calorias).


Todas as frutas são permitidas para as pessoas com diabetes?

Sim! As frutas contêm o açúcar natural, mas não prejudicam a saúde da pessoa que tem diabetes, desde que usadas em quantidades adequadas. Isso significa que uma criança poderá ingerir cerca de 3 frutas por dia; um adolescente ativo ou uma gestante, até 4 frutas; um adulto magro entre 2 e 4 frutas, dependendo de sua atividade física; e um obeso poderá ter seu limite fixado em 2 frutas ao dia. É importante lembrar que as frutas devem ser de tamanho pequeno ou médio e devem ser consumidas com casca e bagaço, sempre que possível. Vale destacar, também, que algumas frutas (como a uva, o caqui, a manga, e a banana nanica) têm mais açúcar que outras, o que não proíbe o consumo, mas indica a necessidade de controlar o tamanho da porção a ser ingerida. O abacate, por sua vez, quase não tem açúcar e é muito rico em um tipo de gordura que aumenta o bom colesterol, mas tem um valor calórico muito alto, o que recomenda consumo em quantidade pequena pelas pessoas com excesso de peso.


As carnes, ovos e queijos não contêm açúcar. Podem, então, ser usados à vontade?

Não! Carnes, ovos e queijos não contêm açúcar, mas possuem proteínas que, em excesso, também alteram a glicemia e sobrecarregam os rins. Esses alimentos também têm gorduras saturadas e colesterol que, em excesso, podem comprometer o sistema cardiovascular de quem tem diabetes e levar às complicações crônicas (pressão alta, doença renal, ou doenças cardíacas).


O leite e o iogurte devem ser consumidos pela pessoa que tem diabetes?

Sim! Leite e iogurte são alimentos fontes de proteínas e de cálcio, importantes não só para o crescimento da criança, como para a boa formação dos ossos do adolescente e para evitar perdas ósseas no adulto e idoso. Recomenda-se para o adulto a ingestão de 2 a 3 porções desses alimentos, diariamente. Gestantes, nutrizes e crianças pequenas podem precisar de 3 a 4 porções diárias. Para crianças até os 12 anos de idade, recomenda-se leite integral. Para os adultos leite desnatado. Uma observação que vale a pena ser feita é que o leite contém, naturalmente, um açúcar (a lactose) que também eleva a glicemia. Portanto, o leite também não pode ser ingerido em excesso, mesmo que desnatado. O iogurte também contem lactose, ainda que em menor quantidade. Já o queijo não a contem, sendo um bom substituto do leite, desde que branco ou magro (uma fatia grossa substituindo um copo de leite).


Feijão faz bem para quem tem diabetes?

Sim! O feijão é um alimento rico em proteínas vegetais, amido e fibras, substâncias importantes para a saúde das pessoas com diabetes. O excesso de feijão, assim como de qualquer outro alimento, deve ser evitado. O efeito da mistura arroz-feijão sobre a glicemia é melhor que o arroz sem feijão (ou seja, a mistura arroz-feijão faz subir menos o açúcar no sangue que o arroz puro). Se a refeição for complementada com verduras cruas e cozidas e carne magra, melhor ainda!


É verdade que tudo que nasce embaixo da terra (cenoura, beterraba, mandioca e batata) aumenta a glicemia?
 Essas raízes contêm carboidratos, que se transformam em açúcar (glicose) em nosso organismo. Mas isso não quer dizer que não possam ser utilizados pela pessoa com diabetes. A cenoura e a beterraba podem ser usadas para variar as saladas mistas, cruas ou cozidas (1 pires dos de chá por refeição). Já a batata, a mandioca, o cará e o inhame devem ser utilizados no lugar do arroz ou do macarrão, em quantidades não excessivas. Para saber a quantidade adequada para cada pessoa, avaliação e cálculos individualizados são necessários. Se seu peso e sua glicemia estão adequados, provavelmente as quantidades que você ingere estão corretas.

Quem tem diabetes pode consumir bebidas alcóolicas?
Depende! Alguns estudos sugerem que bebidas alcóolicas, usadas com moderação (1 a 2 taças de vinho por dia) fazem bem para o coração. Entretanto, vale ressaltar que bebidas alcóolicas são ricas em calorias, provenientes do álcool e do açúcar que algumas contêm. Isso faz que não sejam recomendadas para pessoas com excesso de peso. Por outro lado, o álcool pode provocar efeitos adversos quando combinado com alguns hipoglicemiantes orais. Também pode provocar hipoglicemia, mesmo que a pessoa não faça uso de insulina ou medicação oral, aumento do triglicérides no sangue e agravamento de várias complicações do diabetes. Logo, seu uso deve ser bem orientado pelo médico e pelo nutricionista.


Existem planos alimentares para diferentes faixas etárias (crianças, adolescentes, adultos, idosos e gestantes)?
A alimentação de crianças, adolescentes, adultos, idosos e gestantes, diabéticos ou não, deve seguir planos diferenciados para atender as necessidades do crescimento, do envelhecimento ou da gestação. Os planos alimentares devem ser diferenciados pela idade ou estado fisiológico, mas as orientações gerais relativas ao diabetes são válidas para todos. É claro que quanto mais vulnerável o estado fisiológico, maior a necessidade de individualização do plano alimentar para a pessoa com diabetes.


Por que o consumo de gorduras deve ser controlado?
Gorduras devem ser utilizadas com moderação porque contribuem para o aumento de peso e para o aumento das gorduras do sangue (colesterol e triglicérides), agravando o risco de aterosclerose e doenças do coração. É bom esclarecer que nem todas as gorduras são igualmente perigosas. As mais prejudiciais são as de origem animal: carnes gordurosas, gema de ovo, banha de porco, toucinho, bacon, manteiga, creme de leite, maionese, ricas em colesterol ou nas chamadas gorduras saturadas, que aumentam a produção do colesterol em nosso organismo. As gorduras vegetais, como os óleos de milho, girassol, arroz e soja não contêm colesterol. Além disso, essas gorduras são insaturadas, o que contribui para evitar a aterosclerose. O azeite de oliva, óleo de canola e as gorduras dos peixes, por sua vez, ricos nos chamados ácidos graxos ômega 3 até ajudam a diminuir o colesterol total.


O azeite de dendê, o leite de coco e a gordura de coco são exemplos de gorduras vegetais saturadas, que aumentam o colesterol do sangue. As margarinas vegetais, em grande parte dos casos, são quase tão prejudiciais quanto a manteiga, pois se tornam saturadas no processo de hidrogenação. Há exceções, as margarinas cremosas pouco hidrogenadas (mais moles ou menos firmes que a maioria), produzidas com óleos insaturados, e em alguns casos enriquecidas com ômega 3. Todas as gorduras e óleos, se usados em excesso, engordam!
Para uma dieta balanceada e personalizada, consulte o médico endocrinologista e/ou nutricionista.

http://www.diabete.com.br/biblio/alimento3.html

terça-feira, 1 de março de 2011

O que é adoração?

O que é adoração?


Por Cleonice Russo


A palavra adoração dentro da Bíblia tem um sentido amplo.



No Velho Testamento encontramos cinco palavras para expressar adoração. Cada uma delas tem implícito um significado especial.



Uma delas é "Shachah" que significa culto, devoção, admiração e oração. Podemos encontrar esta palavra nos textos de Ex 20:5, Dt 17:3, I Sm 15:25 e 30. Adoração também é "Shamar" e neste caso significa observar, prestar atenção, guardar as ordenanças, continuar, possuir, perceber, acompanhar, servir, respeitar, considerar. Podemos encontrar esta expressão em Oséias 4:10. Esta expressão está relacionada diretamente à idéia de obediência, atenção às ordens do Senhor. Outra palavra é "Halal" e neste caso o significado é louvor, elogio, celebrar, glorificar, comemorar, honrar com alegria, era uma expressão usada em cultos públicos e uma de suas referencias é Salmo 150.Também temos a palavra "Yadah" que tem um sentido de entrega, de rendição, de festejar e também de confissão. Podemos entender aí o serviço sagrado e encontramos esta expressão em Salmo 6:5, I Cro 16:4, Sl 9:1. Existe também a palavra "Tahilah" e neste caso o significado está relacionado a cantar, expressar adoração com hinos de agradecimento e louvor.



Dt 26:19, Ne 12:46, Sl 40:3 são alguns lugares onde encontramos esta expressão.



Embora tenha sido escrito em sua maior parte por judeus o Novo Testamento foi escrito sob a influência da cultura grega e na língua grega trazendo, portanto uma característica própria desta língua que é o aprofundamento do pensamento e da significação. O grego é uma língua muito rica. Temos pelo menos cinco vocábulos que são traduzidos para o português com a conotação de adoração. O primeiro deles é "Proskuneo" que tem um sentido de tornar-se inferior, humilhar-se, beijar e prostar-se no chão reconhecendo dependência e submissão. Este termo aparece mais de 50 vezes no Novo Testamento e em especial, quando Jesus fala à mulher samaritana sobre adoração Ele utiliza este vocábulo para expressar o tipo de adorador que o Pai procura e o tipo de adoração que Ele espera receber de nós. Podemos observar isto em João 4:23 e também na tentação do deserto quando satanás pediu a Jesus que o adorasse, na verdade ele estava usando também este vocábulo - Mateus 4:10. Por ser o tipo de adoração que o Pai espera e o tipo de adorador que Ele procura e também por ser o tipo de adoração que satanás deseja receber, me arrisco a dizer que este talvez seja um nível mais elevado de adoração. Outra palavra por nós traduzida como adoração é "Sebomai" e seu significado é honrar, cultuar, devotar, orar de forma reverente e devota e com seriedade. Podemos encontrar esta palavra em Atos 18:13 (RA). Também encontramos a palavra "Latreia" onde a conotação principal é servir, cultuar. Este termo é muito utilizado no novo testamento e está associado à idéia de servir como um escravo, aquele que abre mão de suas vontades. Lc.2:37 ( a viúva adorava com seus jejuns e orações no templo). Temos também a "Leitourgia" ou seja o serviço, o ministério, o trabalho público, também associado a idéia de diaconato onde temos o serviço disciplinado à Deus e à sua igreja. Encontramos esta expressão em 2Co 9:12, Fp 2:25, At 13:2.



Podemos então perceber toda uma profundidade de significação dentro da palavra adoração que vai desde a entrega total absoluta à mais ativa manifestação de serviço à igreja como produto deste reconhecimento de dependência e amor ao Pai Criador. A adoração é expressa tanto através de canções como de ações de serviço. Tanto em público numa forma de culto quanto no secreto, dentro do quarto com as portas fechadas. Adoração é realmente um estilo de vida que parte deste reconhecimento que somos totalmente livres para sermos totalmente servos de Deus e do próximo. Deus procura adoradores. Alguém disse que Deus não procura adoração porque Ele não está carente dela pois tem adoração no céu dia e noite. E isto é verdade. Todo o tempo Ele tem adoração no céu. Contudo, Ele nos procura, procura eu e você que fomos criados para Seu louvor. Que fomos feitos para sermos a expressão da Sua Glória. Ele nos ama e se alegra sobre nós. A adoração parte de uma obediência incondicional. Observamos isto quando Abraão entregou seu filho Isaque no altar. Ao subir para sacrificá-lo à Deus ele declara que ia adorar junto com o menino. O interessante é que Abraão declara profeticamente que ele e o menino iriam adorar e que voltariam. Mesmo a renúncia, a entrega total, que parte do reconhecimento de quem Deus é e da dependência total dEle não implica em derrota ou perda e sim na verdade em ganho, em ganhar um peso eterno de glória mui excelente.



A questão não é se adorarmos e sim a quem adoramos. A Bíblia nos relata também um momento em especial quando João, o apóstolo, em Ap 19:10 e 22:8 quando por duas vezes o homem João cai prostrado diante de uma visão para adorar a um anjo e este o repreende e declara: -"adora a Deus". Isto para nós serve de lição e alerta. Podemos cair no erro de adorarmos a pessoa errada. Podemos perder o foco. Podemos nos tornar até mesmo adoradores da adoração, como disse alguém certa vez. Que Deus nos ajude a não perdemos nosso foco. O nosso alvo é o Pai. Nosso objetivo precisa ser nos tornarmos aquilo que o Pai procura. Que Deus faça de nós adoradores para Sua Honra e Glória. Amém.



Paz para teu coração

Cleo e Jorge Russo