sábado, 23 de julho de 2011

Aids e a Nutrição

Uma boa nutrição e cuidados com a alimentação são condições essenciais para um sistema imunológico saudável. No entanto, uma pessoas com HIV / Aids pode ter dificuldades em conseguir assegurar uma boa nutrição por um conjunto de razões. Tanto o próprio vírus HIV como os medicamentos utilizados para o combater podem causar uma multiplicidade de problemas que em última instância afectam a saúde nutricional do doente.

Náuseas crónicas, alteração do paladar, perda de apetite, dificuldades em mastigar ou engolir ou a falta de dinheiro para comprar alimentos, são factores que podem levar a que as necessidades nutricionais não sejam cumpridas. Mesmo quando o doente é capaz de comer e beber, pode haver uma diminuição das quantidades de nutrientes absorvidos devido a diarreias. A diarreia é um dos mais comuns efeitos secundários da medicação para a aids.

Uma infecção de HIV descontrolada pode também aumentar a taxa metabólica, resultando em necessidades de energia muito mais elevadas.

Todos estes problemas de má absorção e do aumento das necessidades de energia, e por consequência, de nutrientes, pode levar a uma rápida perda de peso. Esta perda de peso, sobretudo de proteínas musculares, provoca um elevado cansaço, tornando-se ainda mais difícil comprar alimentos, cozinhar, ou mesmo comer. A perda de peso também reduz a capacidade do sistema imunológico de combater outras infecções e doenças.

Devido à natureza mutável do vírus HIV e regimes de tratamentos, os sintomas e necessidades dietéticas podem variar muito de mês para mês, ou mesmo de semana para semana. Por exemplo, um doente com aids pode sentir-se bem num mês e logo no mês seguinte apresentar sintomas de diarreia e náuseas intensas.

Seguem-se algumas indicações de alimentação para a aliviar os sintomas de aids:

a) Perda de Peso
É muito importante para doentes de aids com desperdício ou perda de peso tentar reconquistá-lo.
É importante nestes casos seguir uma alimentação mais rica nos sectores da energia e da proteína. Os alimentos ricos em proteínas, como carnes, peixe ou frango, alimentos lácteos, frutos secos e leguminosas ajuda a reconstruir os músculos e estimular o sistema imunológico, enfraquecido pelo HIV. A energia de fontes de gorduras saudáveis (gorduras polinsaturadas e monoinsaturadas) promove também o ganho de peso. Contudo, uma dieta rica alimentos energéticos não é recomendada caso o doente tenha diarreia severa causada pela aids.
Poderá também consumir snacks rápidos de elevado valor energético. As sugestões incluem queijo, biscoitos, bolos, frutos secos, azeitonas, leite e iogurte.

b) Perda do Apetite
As náuseas e as mudanças causadas pela medicação da aids podem causar um decréscimo ou mesmo perda do apetite. Neste caso, importa nutrir o corpo com alimentos líquidos ou liquefeitos, como sopas ou batidos. É também preferível tomar refeições pequenas, mas mais frequentes ao longo do dia, em vez de duas ou três grandes refeições, uma vez que o organismo consegue tolerar melhor esta forma de alimentação.
Para evitar os cheiros fortes dos alimentos, que muitas vezes causa náuseas, poderá optar por alimentos frios, como sandes, saladas, sobremesas frias, frutas, etc.

c) Diarreia
A diarreia pode ser causada por infecções ou alguns tipos de medicação. Nestes casos, o melhor tipo de alimentação é uma dieta com poucas fibras, já que as fibras insolúveis podem agravar a diarreia e são encontradas no pão, arroz integral, frutas e legumes com casca e sementes (as frutas e legumes sem casca devem ser encorajadas).
Deve beber muitos líquidos. A diarreia pode causar desidratação grave, pelo que a ingestão de fluidos é essencial.
Alimentos ricos em gorduras, fritos, bolos, salsichas, enchidos, molhos, etc, podem agravar a diarreia. Deve-se ter um especial cuidado para alimentos lácteos, já que a lactose é o açúcar encontrado no leite de vaca ou cabra e pode também agravar a diarreia. Consuma leite de soja ou leite com redução de lactose como alternativa. O iogurte e queijo, geralmente não causam problemas.

Segurança Alimentar

Geralmente, o corpo humano está bem equipado para lidar com a intoxicação alimentar. No entanto, as pessoas com aids e com sistema imunitário enfraquecido têm um risco acrescido de contrair uma doença de origem alimentar. Por isso, e em especial em casos de doentes com aids, é importante seguir directrizes básicas de precaução e segurança alimentar, tais como:
- Lavar as mãos antes de uma refeição
- Descongelar os alimentos congelados no frigorífico ou num forno microondas, e não à temperatura ambiente
- Não deixe alimentos perecíveis, como leite, queijo, ovos ou restos de carne, à temperatura ambiente por um período superior a duas horas.

http://www.alimentacaosaudavel.org/Artigo-alimentacao-hiv-aids.html
http://www.aids.gov.br/pagina/alimentacao

Antes de concluir, observe melhor

Era uma vez uma moça que estava à espera de seu vôo, na sala de embarque de um grande aeroporto.


Como ela deveria esperar por muitas horas, resolveu comprar um livro para matar o tempo. Comprou, também, um pacote de bolachas.

Sentou-se numa poltrona, na sala VIP do aeroporto, para que pudesse descansar e ler em paz. Ao seu lado sentou-se um homem.
Quando ela pegou a primeira bolacha, o homem também pegou uma. Ela se sentiu indignada, mas não disse nada.
Apenas pensou : "Mas que cara de pau ! Se eu estivesse mais disposta, lhe daria um soco no olho para que ele nunca mais esquecesse!!!"
A cada bolacha que ela pegava, o homem também pegava uma. Aquilo a deixava tão indignada que não conseguia nem reagir. Quando restava apenas uma bolacha, ela pensou:
"Ah. O que será que este abusado vai fazer agora?" Então o homem dividiu a última bolacha ao meio, deixando a outra metade para ela. Ah!!! Aquilo era demais !!! Ela estava bufando de raiva ! Então, ela pegou o seu livro e as suas coisas e se dirigiu ao local de embarque.
Quando ela se sentou, confortavelmente, numa poltrona já no interior do avião olhou dentro da bolsa para pegar uma caneta, e, para sua surpresa, o pacote de bolachas estava lá... ainda intacto, fechadinho !!!
Ela sentiu tanta vergonha! Só então ela percebeu que a errada era ela sempre tão distraída! Ela havia se esquecido que suas bolachas estavam guardadas, dentro da sua bolsa....
O homem havia dividido as bolachas dele sem se sentir indignado, nervoso ou revoltado, enquanto ela tinha ficado muito transtornada, pensando estar dividindo as dela com ele.
E já não havia mais tempo para se explicar... nem para pedir desculpas!
Quantas vezes, em nossa vida, nós é que estamos comendo as bolachas dos outros, e não temos a consciência disto?
Antes de concluir, observe melhor!
Talvez as coisas não sejam exatamente como você pensa!
Não pense o que não sabe sobre as pessoas.
Existem quatro coisas na vida que não se recuperam:
- a pedra, depois de atirada;
- a palavra, depois de proferida;
- a ocasião, depois de perdida;
- e o tempo, depois de passado".
Queridos amigos!! Infelizmente muitas vezes situações poderiam ser evitadas se agíssemos com mais serenidade, pensássemos realmente no que vamos fazer. Nem sempre a coisas são como parecem ser para nós. Portanto amigos, sempre tente analisar a situação, pensar antes de agir, para que depois não sofra com o arrependimento de um ato mal pensado e que muitas vezes pode ferir profundamente e ser irreversível.

Um forte abraço!!

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Pensamento para reflexão

"Um cavalo passa arriado um vez só.
Se você não montar, outro monta!"

E agora, vai perder quantas oportunidades?
- Pense nisso.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Reeducação Alimentar

Quanto antes começar, melhor!
Nossa educação alimentar começa ainda no berço, na amamentação, para ser mais exato.
Quando crescemos, temos contato com diversas pessoas, de faixas etárias e costumes diferentes.
Incrível que, nesse período, é comum “aprendermos” a comer somente aquilo que achamos gostoso. Gostar do que é gostoso não é o problema. O fato é que muitos dos produtos industrializados possuem conservantes e aditivos químicos a fim de manter ou mesmo melhorar o sabor. E tais aditivos podem trazer conseqüências quando consumidos em excesso, ou a longo prazo.
E mesmo alguns alimentos de preparo natural também devem ter seu consumo controlado devido a problemas de peso ou doenças.
Desta forma, ao longo da vida acabamos por criar uma “educação alimentar” que nem sempre é aquela mais indicada por nutricionistas. Enquanto os problemas não aparecem, nos “esquecemos” disso. Mas quando o peso, a hipertensão, diabetes ou mesmo problemas de saúde mais graves aparecem, aí “a coisa pega” e todos vêem-se loucos para encontrar uma solução, indo a médicos, nutricionistas, farmacêuticos, pais-de-santo e o que mais houver pela frente!
E se tivéssemos nos reeducado antes do problema aparecer, ou seja, da bomba estourar… Tudo seria mais fácil, não?
Não é bem melhor a idéia de uma alimentação mais moderada sempre do que, de repente, ter que “cortar da dieta” várias coisas que amávamos comer antes, muitas vezes para sempre?

Proposta de Reeducação Alimentar Para Pacientes Com Sobrepeso e Obesidade com Base na Dieta do Mediterrâneo
Muitos estudos publicados sugerem restrição rigorosa de calorias para o tratamento da obesidade. Concomitantemente, descobertas, dúvidas e contradições aparecem. Esse estudo vai observar o grau de eficácia do tratamento de pacientes com sobrepeso e obesidade através de reeducação alimentar que utiliza uma dieta moderadamente hipocalórica baseada na Dieta do Mediterrâneo, baixa ingestão de gorduras saturadas, substituição de alimentos pouco nutritivos por alimentos mais ricos nutricionalmente e menos calóricos e incentivo a um estilo de vida menos sedentário.
A obesidade, dentre as patologias nutricionais, é a que mais tem apresentado aumento de incidência, não apenas em países ricos, mas, também, nos países em desenvolvimento (Guerra et al, 2001). Atualmente, está sendo considerado o maior problema de saúde pública, representando uma grande ameaça para a saúde e qualidade de vida, (Hill et al, 2000) sendo que, grande parte da população obesa tem a infância como uma de suas principais vias (Cintra; et al, 2001). A obesidade é a alteração do estado nutricional acompanhada por um aumento marcante do número de células adiposas. Não se sabe se o estímulo para esse aumento do número de células adiposas é nutricional, endócrino, comportamental, genético ou alguma associação dessas combinações (Coppini & Waitzberg, 2000).
A provável fisiopatologia da obesidade envolve: comer mais (particularmente gorduras); queimar menos calorias; fazer gorduras mais facilmente e oxidar menos gorduras. (Halpern, 2002).
No Brasil, em 1996, a porcentagem da população adulta com diagnóstico de sobrepeso e obesidade era de 41,5% (Guerra et al, 2001). Hoje há, aproximadamente, 250 milhões de obesos e 500 milhões de pessoas com sobrepeso no mundo (Pérusse, 2002). Nos Estados Unidos se dispõe de dados que apontam que toda a população será obesa até o ano de 2230 (Foreyt, 2002).
A partir de 1985 a obesidade foi considerada pelo National Institutes of Health como doença multifatorial, desenvolvida e mantida a partir de diferentes fatores de riscos mórbidos como: hipertensão, diabetes, alterações neuroendócrinas e no perfil lipídico (dislipidemias), câncer, problemas cardiovasculares, alterações posturais, bioquímicas e comportamentais (Guerra et al, 2001). Ela é um importante determinante de DCV (Doenças Cardiovasculares).
Uma considerável evidência aponta que a disfunção renal, caracterizada por aumento de reabsorção tubular de sódio, disputa um papel chave no aumento da pressão em indivíduos obesos. A obesidade tem um forte efeito no metabolismo das lipoproteínas, considerando-se os diferentes grupos étnicos. O aumento de peso é um determinante de níveis altos de triglicérides, elevação do LDL-c e redução do HDL-c. É forte a conexão entre obesidade e desorganização generalizada do metabolismo, na qual, a resistência à insulina é um indicador (Krauss et al, 1998).
A reeducação alimentar se apresenta, atualmente, como a mais apropriada quando o objetivo preconiza o controle da obesidade ou a melhora do estado geral e da saúde e, na prática significa: aprender a encarar a alimentação por um novo ponto de vista, sem medos ou ansiedade, escolhendo os alimentos adequados em quantidade e qualidade. O objetivo não é impor diretamente uma nova forma de se alimentar, mas, sim, investigar os hábitos alimentares dos pacientes e propor mudanças, tentando, sempre e, acima de tudo, adaptar seus hábitos de vida, condição socioeconômica e padrões alimentares.
Outro fator importante nesse processo é trabalhar com a quantidade dos alimentos. Para que sejam obtidos resultados favoráveis nesse aspecto, torna-se importante ter a consciência plena que é um processo a médio prazo para permitir a ocorrência de adaptações psicológica e fisiológica resultando, também, na adaptação do metabolismo orgânico, assim, acostuma-se ou satisfaze-se com quantidades menores de determinados alimentos (Gambarini & Dâmaso, 2001).
O exercício e a dieta vêm sendo utilizados por várias décadas como recursos para a minimização e/ ou controle da obesidade, seja esta indesejada por motivos de saúde ou por modismo. O risco coronariano é duas vezes maior em sedentários do que em indivíduos ativos. (Guerra et al).
A população dos países do Mediterrâneo Europeu tem uma longa expectativa de vida, fato esse documentado pela estatística de mortalidade da OMS (1996), pois, esse modelo de dieta reduz o risco de câncer e ainda tem efeitos cardioprotetores (Lasheras et al, 2000), além de ser uma pirâmide alimentar atrativa pelo famoso paladar e os já mencionados benefícios à saúde (Willet et al, 1995). Sua base consiste em: frutas, vegetais, comidas do mar, legumes e cereais. O azeite de oliva extra virgem é a principal fonte de gordura. O leite e seus derivados são ingeridos com moderação (Trichopoulou & Vasilopoulou, 2000). As aves e carnes vermelhas são consumidas em pequenas quantidades, nenhum ou até quatro ovos são consumidos por semana, assim como o vinho tinto que é consumido normalmente durante as refeições (Willet el al, 1995).

http://www.nutricaoempauta.com.br/lista_artigo.php?cod=213